quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Poema das coisas belas

por António Gedeão

As coisas belas,
as que deixam cicatrizes na alma dos homens, por que motivo serão belas?
E belas, para quê?
Põe-se o Sol porque o seu movimento é relativo. Derrama cores porque os meus olhos vêem. Mas por que será belo o pôr Sol?
E belo para quê?
Se acaso as coisas não são coisas em si mesmas, mas só são coisas quando coisas percebidas, por que direi das coisas que são belas?
E belas, para quê?
Se acaso as coisas forem coisas em si mesmas sem precisarem de ser coisas percebidas, para quem serão belas essas coisas?
E belas, para quê?



quinta-feira, 18 de junho de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Urgentemente

de Eugénio de Andrade

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Meu artesanato é de gaivotas

de José Carlos de Vasconcelos


Meu artesanato é de gaivotas
No mar e no céu,
Duro ofício de asas e de vento.
Levanto-me de madrugada e começa o corropio
Na oficina, o desacato de luz inicial:
Nuvens, sal, tintas,
Tudo num enorme desalinho.

Esmero-me no trabalho das mãos.
Conjugar sargaço e música – eis o desafio.
Aparelho-me de paciência e barro,
Lixo, minhocas, peixe miúdo.
Amaino-me de fúrias, alturas excessivas.
A ciência do voo é a mais difícil. E exige arte.

Às vezes, a ensaiar, despenha-se uma gaivota.
E lá se parte o lume. São mil cacos,
Mil estrelas vivas pelo chão.
Penso mudar de ofício.
Dedicar-me aos pássaros de gaiola.
Ou a outro ramo, sem os segredos do vento,
De um simples saber exacto.

Mas quando vejo as gaivotas no mar e no céu
É um tão grande contentamento
Que volto sempre ao meu velho artesanato.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Abril


29 –
- Dia Mundial da Dança




“As Nações Unidas e a UNESCO declararam 2009 como o Ano Internacional da Astronomia (AIA). A resolução, aprovada a 20 de Dezembro último, foi proposta pela Itália, país onde nasceu Galileu. Com esta proclamação celebram-se as primeiras observações astronómicas feitas por Galileu, usando um telescópio – uma invenção que marcou o início de 400 anos de extraordinárias descobertas astronómicas. (..)
O objectivo do AIA 2009 é, assim, estimular o interesse geral, em especial dos mais novos, na Astronomia e na Ciência sob o lema - Descobre o teu Universo.”

(International Year of Astronomy, 2009. The General Assembly, In: onu.astronomia.pdf)





No dia 29 de Abril – Dia Mundial da Dança, realizou-se, no Auditório da Escola Secundária Artística Soares dos Reis, um espectáculo onde se pretendeu lançar um olhar sobre a Astronomia através da dança, da música, da arte, da poesia e claro … de belíssimas imagens do universo. Esta celebração, organizada pela nossa escola, contou com a participação dos seguintes alunos:

Declamação de poesia: Catarina Pais Rodrigues e Mariana Fernandes do 7º C; Afonso Alves, João Monteiro, João Cabral do 8º B; Maria Inês do 8º C.




Apresentação das coreografias “Eppur si Muove” e “13 pedacinhos de Lua”: Bítia e Mariana Sá – 7º B; Sandra – 7º C; Ana Sofia, Beatriz Araújo, Sara Ferreira, Sara Deus, Tânia Giesta – 8º B; Ana Rita, Maria Araújo, Mariana Barros, Mariana Costa – 8º C; Maria José – 12º D.




Elaboração de cartazes - Filipa e Leonor do 9º A.


Foi igualmente organizada uma antologia poética alusiva à Astronomia para ser vendida à entrada do espectáculo. Os lucros reverteram para a Biblioteca/ Centro de Recursos. Numa segunda edição, foram acrescentados poemas escritos por alunas do Grupo de Dança, resultantes das reflexões sobre o desafio lançado pela ONU e pela UNESCO.

Fantasia

de Emanuel Félix




Oh mãe, conta-me histórias de encantar,
Daquelas em que há príncipes e fadas,
Dragões que guardam torres encantadas,


E que contavas para me embalar.

Conta-me histórias, mãe! Lendas infindas
De castelos erguidos nas colinas,
Onde habitavam fadas e meninas,
Brancas e loiras, sempre muito lindas.

Mãe, conta-me histórias de encantar,
Dos anjos que no azul do céu voavam,
Dos lagos onde os cisnes passeavam,
E que eu revia à luz do teu olhar.

Conta-me histórias como em pequenino
Me contavas e tudo me sorria.
Histórias lindas que eu atento ouvia…
Oh que saudades, mãe, de ser menino!





segunda-feira, 11 de maio de 2009

Equipa da Biblioteca

Coordenadora da BE/ CRE
Maria Luísa Mascarenhas Saraiva


Professores da Equipa de Apoio
Maria de Fátima Candeias
Carlos Morais

Luísa Brandão Moniz

Técnica Auxiliar
Sónia Franco


Professores Colaboradores
Irene Almeida
Joaquim Branca
Jorge Viana
Maria José Rodrigues
Maria José Valente
Zita Amado